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Os óleos diesel S1800 e S50 vão ser substituídos pelos tipos S10 e S500. Os combustíveis já são encontrados em cerca de 12 mil postos de revenda, em todo o país. Com a mudança, os setores que dependem do transporte de cargas, como a agricultura e a pecuária, já podem esperar um aumento no valor do frete. Segundo coordenador do movimento pró-logística da Aprosoja, Edeon Vaz Ferreira, os novos combustíveis são 5% mais caros do que os vendidos anteriormente.
– O combustível é responsável por 50% do custo de transporte. Como ele impacta em 50%, existe a previsão do aumento do valor do diesel com a troca de 5%. Então, ele poderá provocar o aumento de 2,5% no custo do frete. Isso, obviamente, é repassado ao custo do frete – disse.
Especialistas afirmam que a troca não vai comprometer a logística do país, já que os dois tipos podem ser usados por toda a frota, que hoje é de cerca de 2,5 milhões de caminhões.
– É um combustível que pode ser usado em qualquer veículo, inclusive os mais antigos, então, não teremos problemas – destaca.
– Sem dúvida é uma vitória. O Brasil com a comercialização do S10 se alinha em qualidade aos países mais avançados, como Estados Unidos e União Europeia. Então passamos a contar com um elemento positivo para o transporte brasileiro – salienta o diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte, Bruno Braz.
Os óleos S10, que contém biodiesel, e S500, têm menor teor de enxofre e reduzem em até 90% a emissão de poluentes. Além dos benefícios ao meio ambiente, eles apresentam rendimento melhor, podendo diminuir o consumo em 15%.
– Na prática vai depender da distância percorrida, da forma de condução, das condições das rodovias e também do carregamento. Existe uma série de fatores que podem impactar se esse percentual vai ser maior ou menor – conclui Braz.