Comitiva equatoriana conhece políticas brasileiras para agricultura familiar

Brasil e Equador têm desafios comuns, como garantir a sucessão e aumentar a produtividadeAumentar a produtividade dos agricultores de menor porte e garantir a sucessão familiar são desafios comuns entre os governos do Brasil e do Equador. Os assuntos foram tratados em encontro na última terça, dia 9, entre representantes dos dois países, na sede da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), em Brasília (DF).

Além de conhecer as políticas públicas desenvolvidas e executadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e consideradas uma referência mundial, o objetivo da comitiva equatoriana é estreitar a cooperação Sul-Sul, mecanismo de desenvolvimento conjunto entre países emergentes.

– Estamos à inteira disposição para esse intercâmbio – afirmou o secretário nacional da Agricultura Familiar, Valter Bianchini, que recebeu a missão equatoriana formada por integrantes do Ministério de Agricultura, Ganadería, Acuacultura y Pesca e o especialista em agronegócios e comercialização do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Hernando Riveros.

– No Brasil, há diferentes níveis de renda e sistemas de produção na agricultura familiar. Cada um exige políticas diferenciadas e apresenta desafios diversos. Temos um conjunto de políticas articuladas para assegurar ao agricultor familiar melhoria de sua qualidade de vida e produção – explicou Bianchini.

O secretário apresentou os critérios de caracterização de agricultura familiar, os principais programas e ações a que este segmento tem acesso e como o governo federal viabiliza essas ações. Entre elas, os mecanismos de compras públicas – como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

– Percebemos que o Brasil tem políticas diferenciadas para os agricultores e instrumentos que conjugam ações, como o crédito, a assistência técnica e as compras públicas – observou Hernando Riveros, do IICA.