
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reuniu, entre terça-feira (16) e quinta-feira (18), em Brasília (DF), técnicos da estatal, parceiros e integrantes do Projeto World Cereal, iniciativa da Agência Espacial Europeia (ESA), para conhecer uma ferramenta de mapeamento global de áreas agrícolas. Segundo a companhia, o encontro teve como foco a cooperação técnica e científica para aprimorar o monitoramento agrícola e a produção de informações estratégicas para o setor agropecuário.
Durante os três dias de reunião, realizada no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH), os participantes conheceram o funcionamento da plataforma desenvolvida pelo consórcio europeu World Cereal. De acordo com a gerente de Geotecnologias da Conab, Patrícia Maurício Campos, a avaliação da operação do sistema permite analisar o potencial de aplicação da ferramenta no país e, em caso de adoção, as necessidades de adaptação à realidade brasileira.
A diretora de Política Agrícola e Informações da companhia, Naiara Bittencourt, afirmou que a agenda buscou reforçar a cooperação internacional para o desenvolvimento de soluções voltadas às informações da agropecuária, com uso de fontes objetivas para subsidiar decisões, especialmente em políticas públicas. Na avaliação dela, o tema também se insere no contexto das mudanças climáticas e do acompanhamento de impactos sobre a produção agrícola e de alimentos.
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O encontro contou ainda com representantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de instituições da Argentina, Chile, México e República Dominicana.
No material divulgado, a Conab também cita iniciativas já em andamento. Em fevereiro deste ano, a estatal lançou a plataforma Parque Cafeeiro, voltada ao mapeamento das áreas de produção de café no Brasil. Segundo a companhia, o sistema reúne registros legais, imagens de satélite, bases territoriais oficiais e algoritmos de análise espacial para delimitar áreas produtoras e verificar a origem do café em relação a áreas desmatadas a partir de 2020.
A estatal informou ainda que representa o Brasil no programa Grupo de Observações da Terra para o Monitoramento Agrícola Global (Geoglam) e utiliza o sistema GLAM, desenvolvido pela Universidade de Maryland (UMD), com imagens de satélite para identificar anomalias e estágios de desenvolvimento das culturas.
Segundo a Conab, a reunião serviu para avaliar o potencial de uso da plataforma World Cereal no Brasil e discutir aprimoramentos técnicos. O material divulgado não informa prazo para eventual adoção da ferramenta nem detalha custos ou etapas operacionais futuras.
Fonte: gov.br