Fávaro observa que os produtores de Mato Grosso têm experiência em parceria público-privada, como foi o caso da construção de 4.700 km de estradas quando o senador Blairo Maggi (PP/MT) era governador do Estado. Ele lembra que os produtores bancaram quase a totalidade das obras, pois pagaram metade dos custos em dinheiro, de acordo com área plantada de cada fazenda beneficiada pelas rodovias, e a outra parte dos recursos veio da taxa que incide sobre a comercialização e é recolhida para o Fundo de Transporte e Habitação (FETHAB).
Mesmo tendo bancado as obras, os produtores pagam R$ 3,90 de pedágio em estradas como a que liga Lucas do Rio Verde a Tapurah. Fávaro diz que os agricultores consideram os R$ 3,90 razoáveis, mas não têm a mesma opinião em relação à cobrança do pedágio pela concessionária que explora a rodovia de 100 km que liga Rondonópolis a Primavera do Leste. São R$ 6,90 na entrada da estrada e outros R$ 6,90 na saída. A viagem de ida e volta custa R$ 27,90. Produtores temem que o custo seja alto também na BR-163.