Confiança de fornecedor industrial no setor sucroalcooleiro sobe

Crescimento é reflexo, principalmente, da expectativa da indústria com o período de entressafra de cana, aponta professorApós três quedas seguidas, o Índice de Confiança dos Fornecedores do Setor Sucroalcooleiro (ICFFS) voltou a subir em outubro e ficou em 0,56. O levantamento bimestral foi anunciado em fevereiro, quando o índice foi de 0,69, recuou para 0,64 em abril, caiu para 0,62 em junho, despencou para 0,52 em agosto, para então voltar a subir no mês passado. Os dados foram divulgados nesta terça, dia 8, pelo Núcleo de Pesquisas em Agronegócios da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribei

O índice, apurado em pesquisa com 105 empresários ou gestores das indústrias de base da cadeia de açúcar e álcool, segue positivo, pois o indicador acima do 0,50 mostra confiança do setor. A confiança das indústrias fornecedoras é ainda superior à do empresariado industrial em geral, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cujo índice foi de 0,54.

Segundo o professor da FEA/USP e um dos coordenadores do estudo, Maurício Jorge Pinto de Souza, o crescimento da confiança é reflexo, principalmente, da expectativa da indústria com o período de entressafra de cana, quando aumenta a demanda das empresas fornecedoras de máquinas e equipamentos, por conta das reformas nas usinas.

? Outro fator que explica o aumento de confiança é que algumas empresas atendem a demanda de outros setores da economia, como petróleo, gás e celulose ? disse Souza.

O ICFFS é obtido a partir de oito indicadores, sendo quatro de expectativas e quatro sobre as condições atuais, em relação à economia brasileira, ao sistema agroindustrial sucroenergético, ao setor de fornecedores e à empresa do gestor entrevistado. Com estes resultados, é apontado o índice de expectativas e o índice de condições atuais, os quais são ponderados com pesos dois e um respectivamente, resultando no indicador final de confiança.

Pessimismo

Mesmo com o resultado geral positivo em outubro, o índice de condições atuais manteve a perspectiva pessimista por parte do empresário, pois permaneceu em 0,47 em outubro, como em agosto, ante 0,55 em junho, 0,59 em abril e 0,64 em fevereiro. Já o indicador de expectativa ficou em 0,60, alta de 0,05 ponto ante os 0,55 de agosto e 0,66 de junho e agosto. Esse índice começou em 0,72, em fevereiro, e caiu para 0,67, em abril.