A malha viária do Brasil tem quase 1 milhão e 600 mil quilômetros, entre rodovias federais, estaduais e municipais. O motorista Ari Estevão Nabozny é um dos 844,4 mil caminhoneiros que fazem esse serviço em todo país, entre autônomos, registrados e cooperativistas.
De acordo com o último levantamento da Confederação Nacional de Transporte (CNT) cerca de 61% de todas as cargas do país são transportadas por caminhões. Nabozny trabalha com frete há 30 anos. Ele conta que começou na profissão antes mesmo dos dezoito anos.
– Meu pai tinha caminhão, meu tio também. Com 13 anos comecei a aprender, e tudo o que eu tenho eu devo a isso. A partir daí, não parei mais – disse Nabozny.
O sotaque de erre puxado é característico da cidade de Ponta Grossa, no interior do Paraná, onde vive o motorista de 46 anos. Ou melhor, o lugar onde ele cresceu e, atualmente, passa os momentos de folga. São muitos dias longe da família por conta do trabalho.
– Já fiquei mais de três meses sem ir para a casa – disse.
Segundo ele, esta é a pior parte da profissão é a saudade.
– A saudade machuca. Fico emocionado, com certeza – desabafa.
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