Conforme o relatório, essa e outras alternativas devem ser avaliadas porque o mundo permanece a apenas uma ou duas colheitas pouco volumosas de uma crise mundial de preços dos alimentos, com estoques reguladores menores do que costumavam ser. Para a Chatham, as instituições internacionais existentes não conseguirão lidar sozinhas com mercados cada vez mais voláteis.
A consultoria acredita que a compra de opções por parte de governos seria mais atrativa para os produtores de biocombustíveis do que propostas alternativas, como desmantelamento ou flexibilização de regras de mistura obrigatória. Segundo a Chatham, os governos poderiam obter uma participação satisfatória por meio de leilões de contratos, a fim de chegar a um preço adequado para a opção. No entanto, o relatório destacou que a eficácia da medida dependeria do grau de envolvimento dos fabricantes de biocombustíveis. Por outro lado, contribuintes poderiam criticar o uso de dinheiro público para compra de contratos caros de indústrias já fortemente subsidiadas.
O relatório destacou ainda que uma outra abordagem seria governos doadores comprarem contratos com especificações de entrega para desviar grãos para o Programa Mundial de Alimentos, o que protegeria o instrumento das Nações Unidas, diminuindo a sua exposição às disparadas dos preços de commodities.
Ainda de acordo com o documento, também existe a possibilidade de criar um clube de países com estoques de alimentos e fixar uma série de regras pelas quais eles interviriam no mercado em caso de preços excessivamente baixos ou altos. No entanto, conforme a Chatham, essa abordagem estaria sujeita a ataques especulativos e à falta de estoques ou dinheiro por parte dos governos participantes. As informações são da Dow Jones.