— Não devemos ter uma performance diferente porque os indicadores da economia lá fora não são muito claros, não são muito promissores. A perspectiva é ou de manutenção no estágio que está ou mais alguma queda, uma continuidade no processo recessivo — afirma o diretor da Hortica Consultoria, Hélio Junqueira.
O volume só tem se mantido assim por conta da venda de mudas e sementes.
— Nós somos fornecedores de insumos na cadeia e isso nos deixa em uma posição um pouco mais confortável, porque a cadeia de produção de flores não sofre o mesmo impacto recessivo que tem as flores de corte para consumo. É diferente a situação do Brasil quanto a países vizinhos como a Colômbia, Equador e Costa Rica que são totalmente voltados a exportação de flor para produto final — comenta Junqueira.
Ao contrário do mercado externo, no Brasil o consumo está em alta. Na cooperativa Velling, de Holambra (SP), a expectativa é de aumento entre 8 e 15% ao longo de 2013.
— O mercado está realmente aquecido. A demanda por flores está crescente no mercado para consumo próprio, para jardinagem, para tudo isso daí. Mas além do mix de produtos que a gente oferece, o produtor busca tecnologia lá fora para atender esse mercado brasileiro, que é tão promissor — diz a gerente da cooperativa, Rachel Osório.
O resultado é mostra do bom momento econômico que vive o Brasil.
— O mercado brasileiro nos deu mais condições e melhores expectativas do que o mercado externo, até porque lá fora a competitividade é muito grande com outros países produtores — afirma.