– Registramos, ainda, 29 assassinatos e 38 tentativas de assassinatos nos últimos dois anos – acrescentou o secretário de Política Agrária da Contag, William Clementino.
Boa parte da violência é praticada por pessoas ligadas a grupos estrangeiros financiados por grandes indústrias do setor alimentício, garantiu à Agência Brasil a vice-presidenta da Contag, Alessandra Lunas.
– Somos contra a estrangeirização das terras brasileiras pelos grandes grupos de empresas que atuam no setor de alimentação. Todos sabem que a corrida desenfreada desses grupos se deve à previsão de grande demanda por alimentos no futuro. Isso colocará em risco a segurança alimentar do nosso país – acrescentou Alessandra.
Segundo a vice-presidente da Contag, há várias situações de laranjas que se dizem proprietários de terras, mas que estão a serviço de grupos estrangeiros. Alessandra Lunas explica que essas questões estão todas interligadas.
– Há várias situações de grupos estrangeiros despejando famílias e promovendo violência e trabalho escravo no campo – afirma.