— O agricultor familiar tem que comercializar, por isso estamos investindo o nosso crédito. Também está indo para capital de giro, para as pessoas jurídicas, cooperativas e, junto com isso, estamos apostando muito forte, além da assistência técnica de produção, na qualificação da gestão para que ele produza bem, gere mais renda — diz o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller.
Mesmo com a alta na contratação de crédito, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) diz que os limites ainda são insuficientes.
— Nós precisamos aumentar os limites para que esses agricultores possam, ao vir para o Pronaf, ter as garantias tanto de crédito quanto de seguro de preço, clima e acesso às diversas políticas públicas que o programa proporciona a esses agricultores — explica Antoninho Rovaris, secretário de política agrícola da entidade.
O setor aguarda o lançamento da nova política agrícola. Prevista para ocorrer em 2012, a reformulação inclui aumento de crédito e o fortalecimento do seguro rural, tanto para pequenos quanto para médios e grandes produtores. Até lá, o economista da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Zuchi da Conceição, recomenda cautela e planejamento na hora de contratar o empréstimo.
— Ele não é, não pode ser um instrumento apenas para organizar e antecipar recursos produtivos. Ele deve ser um instrumento para promover o melhor posicionamento da propriedade, mercado e da agricultura brasileira frente a outros países e competições que enfrentamos — avalia.