Crédito rural: decisão do Conselho Monetário pode elevar recursos em R$ 2 bilhões

Bancos públicos passam a ser obrigados a direcionar para a agricultura 34% dos depósitos à vista originários de governos, autarquias e sociedades de economia mista com participação majoritária governamental 

Fonte: Marcos Santos/USP Imagens

O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou nesta quinta, dia, 28, regra sobre depósitos à vista de entidades governamentais em bancos públicos, com o fim de aumentar os recursos para o crédito rural. O colegiado decidiu incluir os depósitos à vista de entidades governamentais em bancos públicos na base de cálculo da exigibilidade dos recursos destinados à agricultura.

Com a medida, os bancos públicos federais e estaduais passam a ser obrigadas a direcionar para a agricultura 34% dos depósitos à vista originários de governos, autarquias, sociedades de economia mista com participação majoritária governamental e entidades públicas municipais. 

Segundo estimativa do Banco Central, a decisão propiciará elevação de R$ 2 bilhões no montante de recursos direcionados pelos bancos ao setor rural em 2016, dos quais R$ 1 bilhão estará disponível já no primeiro semestre.

Para preservar a liquidez dos bancos, o CMN decidiu ainda que a nova regra entrará em vigor de maneira escalonada. Ao longo do mês de fevereiro, a exigência será de 15% do montante de 34% que se tornará obrigatório no fim do prazo. Em março, passa a ser 30%. Em abril, sobe para 45% e em maio, para 60%. Somente a partir de 1° de junho os bancos ficarão obrigados a destinar o valor integral.