– Pelo menos ela deve ficar um pouco mais transparente e constante. Um pouco mais nivelada, sem altos e baixos tão fortes como tem acontecido. Laranja não é como feijão ou como soja que você pode trocar todo ano. Então este planejamento é necessário – aponta.
O produtor Renato Carlini diz que pensa em abandonar a atividade, em função das pragas e da desvalorização dos preços da laranja. Há cerca de cinco anos, sua propriedade contava com 45 hectares plantados com a cultivar. Atualmente, há menos de 20 hectares. A criação do Consecitrus, segundo ele, não é suficiente para provocar uma reviravolta na situação.
– Para mim, como produtor citrícola, não muda nada nos meus planos. Nada muda em questão de receita – relata.
De acordo com Carlini, após registrar prejuízo na safra passada, os tratos na plantação precisaram ser reduzidos. Para este ano, afirma não ter assinado contrato de venda das frutas, que estão em ponto de colheita.
– Vai ser complicado encontrar um resultado que seja satisfatório para ambos os lados. Até então quem está ganhando é a indústria – lamenta.