O produtor Dirceu Polettini, de Mogi Mirim, em São Paulo, cultiva dois mil pés e tem quatro variedades de laranja. Segundo ele, a safra deste ano está comprometida e a indústria parou de comprar dos produtores porque já tem muito suco concentrado em estoque. Além disso, as compras do mercado externo recuaram. Devido à crise econômica, a Europa reduziu a importação do produto, e os Estados Unidos continuam comprando menos desde os problemas com as cargas vindas do Brasil, que continham níveis proibidos do fungicida carbendazim.
No ano passado, as indústrias receberam incentivos do governo e compraram as caixas de laranja dos produtores a R$ 10,50. Atualmente, o produtor vende a mesma caixa, com 40 kg, por apenas R$ 1,00. Segundo Dirceu, só o custo de produção tem valor quatro vezes maior.
A esperança dos produtores está na colheita da laranja azeda, que começa em agosto. Com o futuro incerto, alguns deles pensam até em abandonar a citricultura e partir para outras culturas, como a cana-de-açúcar.
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