Crise econômica faz consumidor optar por árvores de Natal menores e mais baratas

Produtor paulista que cultiva a tuia, uma das espécies preferidas pelo mercado, afirma que a venda de exemplares de maior porte caiu pela metade neste ano

A crise econômica afeta o comércio de árvores de Natal. Neste ano, os consumidores têm dado preferência a exemplares de pequeno porte, que têm menor custo. Ainda assim, um produtor paulista aponta redução de 10% na procura pelos pinheirinhos. 

Minoru Mori, que cultiva no município de Biritiba Mirim a tuia, uma das espécies de maior aceitação do mercado, afirma que está praticando os mesmos preços do ano passado. No atacado, as tuias menores são vendidas as partir de R$ 6 a unidade.

As árvores maiores, com cerca de 1,20m de altura, têm preço de até R$ 30. Nesse grupo, Mori afirma a demanda esta 50% menor do que na mesma época em 2014.

Gerente de floricultura na capital paulista, Aparecido Gomes de Oliveira confirma que os pinheirinhos maiores estão vendendo menos neste ano. “A venda caiu um pouquinho para as plantas de valor agregado maior. Mas o restante está normal, crescente (numa proporção) de 20% ao ano”, diz ele.

Produção

A produção de árvores para a decoração das festas de fim de ano começa muito antes do Natal. No caso da tuia, são pelo menos dezoito meses para que ela alcance 40 cm de altura, que é o porte que tem maior demanda. 

O engenheiro agrônomo da Coordenadoria e Assistência Técnica Integral (Cati), Julio Toshio Nagase afirma que para ter sucesso no cultivo da tuia, espécie originária do Hemisfério Norte, é preciso evitar excessos na irrigação e na oferta de luminosidade.

Ele diz que, como a planta não é tropical, tem sensibilidade a temperaturas muito elevadas. “Ela sempre prefere o clima mais ameno. O sistema de cultivo protegido pode oferecer um ambiente muito próximo a esse”, informa Nagase.