– É uma doença que tem causado grandes prejuízos para os plantadores de feijão de todo o Brasil, principalmente em regiões tropicais. E com mais intensidade na safrinha, onde pega temperaturas mais elevadas e há a proliferação da mosca branca – explica o agrônomo, José Alfredo Baptista dos Santos.
– Como a gente não encontrou uma linhagem totalmente resistente, que seria suficiente para controlar a doença, nós fomos fazendo um melhoramento genético cruzando uma linhagem com outra – relata o pesquisador do IAPR, Anésio Bianchini.
Foram mais de 35 anos de estudos até chegar a IPR maracanã, que há oito anos vem sendo testada em lavouras do Paraná e do Distrito Federal. A cultivar tem apresentado bom rendimento de grão e tem ciclo um pouco menor do que o feijão convencional, 85 dias.
– Enquanto as outras cultivares produz no máximo mil quilos por hectare, essa variedade pode chegar a produzir 3,400 quilos por hectare. Ano que vem já vai estar no mercado, nós já vamos ter sementes para todos os produtores – afirma o pesquisador.
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