– Se continuarmos com a taxa de crescimento de 3% e levarmos em conta o crescimento econômico da China e da Índia e o número de pessoas entrando na classe média e com renda disponível para consumir, esse aumento pode chegar a 5% – destacou.
O ex-secretário geral da Aliança dos Países Produtores de Cacau disse ainda que, caso a demanda mundial por cacau atinja 5%, não será possível continuar produzindo cacau do jeito a 400 quilos por hectare. Segundo ele, o projeto Cacau Africano iniciou uma parceria com o Instituto Internacional de Agricultura Tropical para determinar o melhor material de plantio para aumentar a produtividade a pelo menos uma tonelada de cacau por hectare.
Quatro países produtores de cacau da África Ocidental – Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões – foram selecionados para a iniciativa da WCF, que busca melhorar os rendimentos dos agricultores de cacau, diminuir a pobreza, fortalecer as instituições governamentais e regionais e trazer avanços em termos de segurança alimentar para os países produtores.
– A 400 quilos por hectare, a produção não é sustentável e é isso que está preocupando as pessoas. Nós não podemos manter os produtores no cacau se eles não estão ganhando dinheiro com isso. Vai chegar um momento em que não poderemos fornecer a quantidade que o mercado precisa.