A indústria automobilística já prevê vendas maiores para 2010, com a produção chegando a 3,2 milhões de unidades, segundo estimativa da Anfavea. Neste ano, devem ser fabricados um recorde de 3,1 milhão de veículos.
O presidente da entidade, Jackson Schneider, afirmou que a desoneração evitou mais demissões no segmento, que repassou todo o benefício aos consumidores.
O ramo foi o que mais recebeu incentivo: R$ 3,3 bilhões ? 60% do total. Um dos motivos é que ele contribui com a maior parcela de IPI entre todos os setores.
Na avaliação de Lourival Quiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), a indústria automobilística tem mais facilidade de repassar o benefício fiscal para os preços. No caso da linha branca, não há exclusividade na revenda, e o varejista pratica os preços que quiser.
Para Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, o setor foi o único em que a redução do IPI não incidiu sobre os produtos em estoque ? cujas notas fiscais foram devolvidas e faturadas novamente com os preços menores, sem o tributo, no caso de eletrodomésticos de linha branca e veículos.
Sem essa possibilidade, observou Conz, os preços no varejo da construção caíram bem mais lentamente.