Claudinir Martins é de Boituva e não deixa de trabalhar nem para dar entrevista.
– É mais um dia de trabalho, que não pode parar, né? Vamos lá ver meu trabalho no tomate, pode ser?
A lida no campo começa cedo para cuidar dos 15 mil pés de tomate. Clima, pragas, desenvolvimento da fruta, preço, o produtor rural tem um cotidiano nada fácil.
– É difícil, não é fácil, não. Tem altos e baixos, anos bons, anos ruins e a gente vai levando como pode.
Assim como todos os produtores de São Paulo, Martins enfrentou a pior seca das últimas décadas. Mas bem informado sobre a meteorologia, se antecipou, ficou sabendo antes que vinha um período de estiagem pela frente, e tomou uma decisão que fez toda diferença. Em janeiro, para se prevenir da possível falta d’água, ele adotou um sistema de gotejamento, que utiliza de forma racional a água de um córrego localizado próximo à propriedade. Os resultados logo apareceram. O gasto com a instalação gerou economia de diesel, por não precisar mais fazer várias viagens para irrigar a lavoura, além da economia de água e do garantia de um abastecimento preciso.
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– Fui ver outras roças antes de fazer na minha, me informei bem sobre isto e acabei fazendo e deu certo – conta.
Mesmo assim, as perdas que teve com a seca chegaram a 10%. Não fosse o sistema que adotou, o produtor acredita que perderia metade da lavoura.
– Na verdade, nesta região eu não conseguiria plantar tomate se não fosse o gotejo, porque a minha água não é suficiente – explica Martins.
Outros produtores trilharam o mesmo caminho. A procura por sistemas de irrigação foi grande no primeiro semestre, o número de clientes no interior de São Paulo cresceu 15%.
– O sistema de irrigação por gotejamento se caracteriza pela maior eficiência na administração dos recursos hídricos. Se você levar em conta que consegue economizar até 50% do volume de água utilizado para irrigação, isto faz muita diferença em um momento crítico de disponibilidade de água, como nós estamos enfrentando agora – indica o diretor comercial Elon Svicero.
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