No Dia Mundial do Meio Ambiente, governo anuncia que desmatamento da Amazônia caiu 84% em relação a 2004

Redução das emissões do setor energético também é prioridade do governo DilmaA taxa de desmatamento da Amazônia caiu 84% em relação ao índice registrado em 2004, ano em que o governo lançou o primeiro programa de redução desse crime ambiental na região. Com o dado anunciado nesta quarta, dia 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o Brasil se aproxima mais da meta voluntária que se comprometeu a cumprir até 2020.

O governo brasileiro tem como meta voluntária reduzir a expansão anual da área de desmatamento ilegal da Amazônia para 3,9 mil quilômetros quadrados em até sete anos. Com o balanço do ano passado, quando o governo comemorou a menor taxa de desmatamento registrada desde que o levantamento começou a ser feito, em 1988, ainda faltavam 4% para que a área ambiental alcançasse a meta, oito anos antes do prazo.

De acordo com as primeiras imagens registradas pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto de 2011 e julho de 2012, a área desmatada havia passado de 6,4 mil quilômetros quadrados para 4,6 mil quilômetros quadrados no período.

– Agora, o Brasil já atingiu 76% da meta voluntária da redução de desmatamento e cerca de 62% da meta voluntária total de redução de emissões [de gases de efeito estufa] – acrescentou Izabella Teixeira.

O Brasil vem sendo destacado por autoridades internacionais em diversas conferências por se aproximar do cumprimento de compromissos voluntários de redução de emissões dos gases de efeito estufa (GEEs). A queda da taxa de desmatamento na Amazônia é apontada como o fator principal responsável pela aproximação da meta.

Redução das emissões do setor energético

Segundo a presidente Dilma Rousseff, o Brasil precisa se preocupar agora com as emissões geradas por outros setores, como o de energia. Dilma lembrou que, quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas não é suficiente, são as térmicas, fontes mais poluentes, que assumem a função de abastecer de energia o país.

– Nós, que definimos de forma voluntária um objetivo, no horizonte de 2020, de redução de emissão de gases de efeito estufa entre 36,1% e 39%, vamos continuar no processo para diminuir esse desafio, sabendo que ele se tornou extremamente passível de ser cumprido, mas, ao mesmo tempo, colocou para nós problemas que temos que enfrentar. Temos que enfrentar o fato de que, se continuarmos a fazer hidrelétricas a fio d’água, se continuarmos a ter a fórmula e também a arquitetura da energia renovável como temos neste momento, haverá uma tendência inexorável de aumento das térmicas na nossa matriz – disse a presidente, acrescentando que o governo já destinou R$ 3 bilhões para pesquisas na área de energias renováveis.

Além do setor energético, a presidenta ressaltou alternativas para que o país se aproxime do cumprimento da meta assumida. Uma das bandeiras do governo brasileiro é capitaneado pelo Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) que, no Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 lançado na terça, destinou R$ 4,5 bilhões para práticas como plantio direto, alternância de culturas e integração lavoura-pecuária-floresta.

– É um crédito de boa qualidade, barato e com prazo maior. O uso dessas técnicas, mais adequadas ao meio ambiente, é extremamente eficiente e o produtor ganha porque produz mais, com melhor qualidade e menor custo – disse a presidente.