— Este documento é um ponto de partida, não de chegada. Não significa que os países não possam ter sua própria política. É um documento sobre o meio ambiente, desenvolvimento sustentável, biodiversidade, erradicação da pobreza. É necessário ter um ponto de partida. O que nós temos de exigir é que, a partir daí, as nações avancem — disse.
Para Dilma, na construção do consenso, “respeitar as diferenças é fundamental”. Segundo ela, o Brasil não pode impor sua vontade às demais nações.
A presidenta não comentou as declarações do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que disse que o documento poderia ser mais ambicioso e que o Brasil teria que ser responsabilizado. Para Dilma, “todos os países envolvidos têm que ser responsabilizados. Ninguém tem que apontar dedo para o outro”, disse.
A presidente voltou a defender o financiamento, pelas nações ricas, do desenvolvimento sustentável nos países africanos e nas nações insulares. Segundo ela, o Brasil defende essa postura, mas os países desenvolvidos não quiseram assinar o compromisso.
— Nós achamos que é fundamental introduzir a questão dos fundos na pauta (para as próximas conferências) — ressaltou.
A presidente também ressaltou a importância dada à sociedade civil na conferência e destacou que essa foi a conferência das Nações Unidas com maior participação popular. E lamentou o fato de a construção do documento final ser feito apenas por países, por ser esse o formato das conferências da ONU.