– Há uma demanda fortíssima do Equador para que se faça importações do ponto de vista da reciprocidade – disse durante o Fórum Estadão Brasil Competitivo.
Fontelles destacou, no entanto, que o preço do produto produzido no Equador é seis vezes superior ao brasileiro.
– E não acredito que tenham condições de produzir o suficiente para atender o mercado brasileiro.
Fontelles disse que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve analisar a proposta de liberação das importações do produto do Equador na próxima reunião mensal, em 20 de agosto.
O secretário-executivo comentou também a necessidade de importação de feijão da China para atender o consumo interno.
– Sempre fomos importadores de feijão, principalmente da Argentina. Agora, o custo de oportunidade da China é menor – disse, apontando os problemas climáticos enfrentados pelo país vizinho que afetaram também a produção local de trigo. Ele destacou, por outro lado, que o Brasil cultiva três safras de feijão por ano. Assim, o problema de oferta é de curto prazo.