– Eles estão querendo reduzir para 5% com o argumento de que nós estaríamos estragando as estradas, isso não existe. O peso é feito pelo peso bruto total ou líquido da carga. Nós não temos como pesar os embarcadores nas fazendas por eixo, então seriam dois tratamentos diferenciados – diz Edeon Vaz Ferreira, diretor-executivo do Movimento Pró-Logística.
Para os setores que dependem do serviço, o ideal é que o limite seja equiparado ao estipulado pelo Mercosul, de 10% por eixo.
– Não tem porque ser diferente. Se nós já temos no Mercosul o limite de 10%, porque o nosso tem que ser diferente? Um caminhão que sai da argentina vai trafegar com 10% e o caminhão brasileiro não pode – argumenta Ferreira.
A Lei dos Motoristas, que altera a jornada de trabalho dos caminhoneiros e está em tramitação na Câmara dos Deputados, também propõe a alteração da forma de pesagem para peso bruto total da carga. Segundo o presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística, José Ramos Torres de Melo Filho, a questão está sendo discutida entre o Ministério dos Transportes e os diferentes setores interessados.
– O passivo que está sendo gerado por um ato governamental é de tal ordem que poderá vir a prejudicar todo o trafego rodoviário do país – diz Melo Filho.
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