
A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, do Ministério da Agricultura, minimizou o impacto da queda do dólar em relação ao real para as exportações, observada na última semana. Segundo ela, uma cotação abaixo de R$ 3,70 ainda é interessante para as vendas externas. Nesta quinta, dia 10, o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,6601. Tatiana lembrou que as exportações têm sido expressivas e que em fevereiro atingiram US$ 6,7 bilhões, cerca de metade de todas as vendas do país.
Para a secretária, o recuo no dólar frente o real é compensado pelos novos mercados que foram abertos e pela maior demanda na Ásia. Segundo ela, a média do valor exportado para a China remunera bem e tem preço médio de compra maior do que a de outros mercados. “A China foi o maior mercado comprador, com destaque para soja. Na comparação com fevereiro do ano passado, a China quase dobrou suas importações do Brasil”, disse.
A Rússia também deve ampliar as compras de soja e outros grãos do Brasil. Segundo a secretária, uma missão russa esteve no país há algumas semanas e dúvidas técnicas foram sanadas. “Depois de missão Russa, esperamos aumento da venda de soja. O embargo russo aos grãos dos EUA abriu espaço para brasileiros, vamos expandir”, afirmou. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou que o câmbio tem favorecido as exportações do País e classificou como surpreendentemente positivas as compras da Ásia.