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Dólar sobe e fortalece comercialização de soja no Brasil

Os preços oscilaram entre estáveis e mais altos, acompanhando a forte alta do dólar e os ganhos moderados de Chicago.  

soja em grão, colheita

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais movimentado nesta quinta. Safras estima que ao menos 250 mil toneladas trocaram de mãos. Os preços oscilaram entre estáveis e mais altos, acompanhando a forte alta do dólar e os ganhos moderados de Chicago.  

Destaque para a movimentação envolvendo 150 mil toneladas no Paraná. Há registros ainda de negócios em torno de 50 mil em São Paulo. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 82,50. Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 81,50. No porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 86 para R$ 86,50. 

Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 79 para R$ 80 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca pulou de R$ 85 para R$ 86,50. Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 75,50 para R$ 76. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 73 para R$ 73,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 79.  

Chicago 

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. O dia foi bem volátil e o mercado ainda encontrou sustentação na decisão da China de cortar as taxas de importação de trigo americano.  

A tarifa para importação de soja norte-americana agora é de 27,5%. De qualquer forma, os efeitos do corte são limitados.  

As exportações semanais norte-americanas ficaram dentro do esperado e não trazem grande influência aos preços. Referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 703.800 toneladas na semana encerrada em 30 de janeiro. Representa uma elevação de 76% frente à semana anterior e um avanço de 29% ante à média das últimas quatro semanas. O Egito liderou as importações, com 264.400 toneladas. 

A expectativa de uma grande safra sul-americana, no entanto, limitou a elevação dos contratos.  

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 1,00 centavo de dólar, ou 0,11%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,81 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 8,94 3/4 por bushel, ganho de 1,25 centavos, ou 0,13%. 

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 0,80, ou 0,27%, a US$ 288,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 31,24 centavos de dólar, queda de 0,08 centavo ou 0,25% na comparação com o fechamento anterior.