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Historicamente, os governos tentam preservar taxas de juros mais baixas ao setor agropecuário, que é responsável pela produção de alimentos. No entanto, desde 2011 a relação entre a taxa Selic e o taxa de juros subsidiados ficou mais estreita, segundo o economista do Sicredi Alexandre Barbosa.
– Sempre temos o risco, quando a Selic sobe como subiu. Não é clara essa relação no histórico mais longo, mas nos últimos anos essa relação tem aumentado. Dá para concluir que tem períodos de aumento na Selic e reajuste das taxas. A Selic vem aumentando e os recursos vem sendo demandados além do esperado pelo governo. Ou seja, a taxa de juros pode ser a solução para aliviar a pressão – afirma.
Há uma premissa que diz que quando a taxa de juros básica da economia sobe, ficam em alta todos os juros da economia brasileira. Segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, já houve aumento nos juros das linhas de crédito para compra de automóveis, para empréstimo pessoal e cheque especial desde que a Selic voltou a subir. Há possibilidade de haver pressão de alta também para o crédito subsidiado.
O economista e conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Roberto Vertamatte, acredita que a elevação dos juros para agricultura deverá ser pequena.
– O governo vai fazer o possível para não aumentar essas taxas. Mas é provável que daqui até o fim do ano haja pressão de alta nas taxas subsidiadas. Será um aumento marginal – conclui Vertamatte.