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O fungo pode entrar no Brasil por diferentes vias: solo contaminado carregado em sapatos, ferramentas, mudas de bananeira (visivelmente sadias, mas infectadas) e plantas ornamentais, que podem também ser hospedeiras.
– É muito importante que as medidas de quarentena em portos e aeroportos e pontos fronteiriços sejam restritivas – informa o fitopatologista da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fernando Haddad.
Ele ressalta que as pesquisas já desenvolvidas pela Embrapa, em relação às raças existentes no Brasil, sejam na área de melhoramento genético, ou na de manejo da doença, são um marco referencial para o combate de um eventual surto de TR4 no país. Hoje, a Embrapa já faz monitoramento das populações do patógeno existentes no território brasileiro, o que auxiliará na seleção e na recomendação de variedades, e até numa detecção oportuna de um foco de TR4.
O pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Miguel Dita, diz que não existem dados exatos sobre a área afetada pela doença no mundo, mas na Indonésia, em apenas três anos (2000-2003), a área plantada na Sumatra Ocidental caiu de 1.400 hectares para 715 hectares. No caso de Taiwan, a exportação para o mercado japonês caiu exponencialmente de 2000 a 2008, passando de 350 milhões para 50 milhões de caixas, por causa da doença. Essas áreas estão condenadas para o cultivo de banana, uma vez que o fungo é um habitante do solo e consegue sobreviver, mesmo na ausência da bananeira, por mais de 30 anos.