Agora, os estudiosos querem validar as informações que já foram obtidas através de análises feitas no campo com quatro variedades de milho: duas tolerantes à seca e duas sensíveis. Se os dados forem comprovados, a técnica poderá ser usada no desenvolvimento de outras plantas, e com a vantagem de obter resultados na metade do tempo.
– Nós estamos trabalhando com cana-de-açúcar tolerante à seca e materiais que vão ser colocados mais pra frente à disposição dos produtores que podem produzir em condições de pouca água e solo que tenha alumínio, por exemplo – explica Carlos Sousa, pesquisador da Embrapa.
O estudo está sendo realizado por 15 pesquisadores da Embrapa de Brasília, São Paulo e Minas Gerais. Sousa explica que a ideia é, no futuro, ter estruturas semelhantes as que existem em países da Europa e nos Estados Unidos.
– No estágio em que chegou o agronegócio brasileiro, a Embrapa está pensando nisso pra manter uma plataforma de fenotipagem à semelhança das plataformas que tem no mundo a fora – comenta Sousa.