Embrapa desenvolve cultivares de guaraná resistentes a doenças

Quatro novas variedades do fruto são disponibilizadas para estimular a produção no BrasilA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu quatro novas cultivares de guaraná. Segundo informações do Ministério da Agricultura, o objetivo é aumentar a produção do fruto no Brasil. As variedades BRS Cereçaporanga, BRS Mundurucânia, BRS Luzeia e BRS Andirá apresentam resistência às principais doenças da cultura, maior produtividade e melhor rentabilidade aos produtores.

A Cereçaporanga produz 1,3 quilo de semente seca por planta ao ano, com produtividade de 520 quilos por hectare ao ano. É resistente à galha do tronco, hipertrofia da gema floral/vegetativa e moderadamente resistente à antracnose. Já a BRS Mundurucânia produz 1,4 quilo de sementes secas por planta ao ano, com produtividade média de 560 quilos por hectare ao ano de sementes secas e potencial produtivo de 875 quilos por hectare ao ano. Apresenta resistência completa à hipertrofia da gema floral, à galha do tronco, alta resistência à antracnose e resistência horizontal à hipertrofia da gema vegetativa.

Outra cultivar desenvolvida pela Embrapa, a BRS Luzeia, apresenta alto teor de cafeína, produtividade por planta de 1,6 quilo de semente seca e produtividade anual variando entre 640 quilos por hectare e mil quilos por hectare. Tem altos níveis de resistência estável à antracnose, resistência completa à galha do tronco e resistência horizontal à hipertrofia da gema vegetativa e floral.

Com uma produção de 1,4 quilo de sementes secas por planta ao ano, o que representa média de produtividade de 560 quilos por hectare ao ano de sementes secas, a BRS Andirá tem potencial produtivo de 875 quilos por hectare ao ano. Apresenta resistência completa à galha do tronco, à hipertrofia da gema floral e vegetativa, bem como alta resistência a antracnose. Essa cultivar se destaca ainda pelo elevado teor de cafeína na semente (4,2%).

O licenciamento de viveiristas para a produção de mudas desses materiais está sob a coordenação do Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia na Amazônia.

O guaraná é uma planta genuína da Amazônia, mas também é cultivada na Bahia e em Mato Grosso. Do fruto da Paullinia cupana, nome científico do guaraná, é possível extrair a semente torrada (conhecida também como rama). Das ramas pode ser obtido o xarope (consumido diretamente como bebida energética, ou usado para a produção de refrigerantes gaseificados), o bastão (usado para ralar e obter o pó), além do pó concentrado.

A semente torrada possui várias propriedades terapêuticas e é recomendada para aumentar a resistência do organismo e diminuir a fadiga. Já o pó do guaraná é antitérmico, antineurálgico, antidiarréico, estimulante, analgésico e antigripal. Na semente é possível encontrar ainda cafeína, amido, ácido tânico, cálcio, timina, vitamina A, ferro, fósforo, potássio e fibras vegetais.