
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizou nesta quarta-feira (10) a entrega de uma nova remessa de sementes do Brasil ao Banco de Svalbard, na Noruega. A informação foi divulgada em registro institucional da entidade, com participação de representantes da Embaixada do Brasil em Oslo. O volume exato de sementes e a lista de espécies enviadas não foram informados no conteúdo disponível.
O Banco de Svalbard, também conhecido internacionalmente como cofre global de sementes, funciona como uma estrutura de conservação de longo prazo para materiais genéticos de diferentes países. O objetivo é manter cópias de segurança de coleções estratégicas, de forma a reduzir riscos de perda por acidentes, falhas operacionais, eventos climáticos extremos ou outros fatores que possam comprometer bancos genéticos nacionais.
No caso brasileiro, a iniciativa envolve a preservação de recursos genéticos de interesse para a pesquisa agropecuária. Esse tipo de material é usado em programas de melhoramento, desenvolvimento de cultivares, adaptação a diferentes condições ambientais e manutenção da variabilidade genética de espécies agrícolas.
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A Embrapa é a principal instituição pública de pesquisa agropecuária do país e atua na conservação de germoplasma de culturas relevantes para os sistemas produtivos brasileiros. O armazenamento de amostras em Svalbard não substitui os bancos mantidos no Brasil, mas acrescenta uma camada de proteção para acervos considerados estratégicos.
Para o setor agropecuário, a conservação genética tem relação direta com a capacidade de desenvolver materiais mais adaptados a estiagens, pragas, doenças e mudanças de ambiente produtivo. Também é um instrumento técnico de apoio à segurança alimentar e à continuidade de pesquisas voltadas à produtividade e à resiliência das lavouras.
Até o momento, não foram detalhados publicamente pela Embrapa, no conteúdo fornecido, os critérios técnicos da remessa, as culturas contempladas nem o número de acessos enviados.
A entrega reforça a estratégia de proteção de recursos genéticos usados pela pesquisa agrícola brasileira. Sem a divulgação de dados adicionais sobre espécies e quantitativos, ainda não é possível dimensionar de forma mais específica o alcance técnico da nova remessa.
Fonte: embrapa.br