
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou, nesta segunda-feira (22), as obras da nova sede da Embrapa Maranhão, em São Luís. Com investimento de R$ 43,9 milhões, provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a estrutura será construída em uma área de aproximadamente 22 hectares no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).
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A previsão é que a nova unidade seja concluída em até dois anos e amplie a capacidade de pesquisa, inovação e articulação institucional da Embrapa no estado, com atuação voltada aos biomas Amazônia e Cerrado, à região do Matopiba, à agricultura familiar e às comunidades tradicionais.
O projeto também conta com recursos do Governo do Maranhão, que destinou R$ 10 milhões, e da bancada federal maranhense, responsável por outros R$ 5 milhões para infraestrutura e aquisição de equipamentos.
Estrutura reforçará pesquisa e inovação
Durante a cerimônia de lançamento, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou que a nova sede permitirá ampliar as pesquisas voltadas a diferentes perfis de produtores rurais e fortalecer uma agricultura mais sustentável.
Segundo ela, o Maranhão reúne realidades distintas, que vão desde a produção de grãos e a pecuária até sistemas agroflorestais, agricultura familiar e extrativismo, exigindo soluções adaptadas às características do estado.
Já o chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim, afirmou que a nova unidade representa um marco para a consolidação da pesquisa agropecuária no estado e será integrada a outras iniciativas estratégicas, como a contratação de 50 novos empregados aprovados no último concurso da Embrapa e a implantação do Hub Matopiba, na unidade experimental de Balsas.
Laboratórios de alta tecnologia
A nova sede contará com uma estrutura voltada ao desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio e para a agricultura familiar.
Entre os destaques está a implantação de uma central analítica multiusuário, equipada com instrumentos de alta complexidade para apoiar pesquisas em bioinsumos e compostos bioativos.
Também estão previstos:
- laboratórios de análise de alimentos e processos agroindustriais;
- uma planta-piloto para desenvolvimento de produtos da agricultura familiar, pesca artesanal e extrativismo;
- um Laboratório de Inovação Social, voltado a negócios de impacto social;
- o primeiro Laboratório de Bioeficiência e Sustentabilidade na Pecuária do bioma Amazônia e o único das regiões Norte e Nordeste, destinado a pesquisas sobre redução das emissões de metano e eficiência alimentar de bovinos.
Além disso, a unidade contará com um campo experimental de 19 hectares para pesquisas em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistemas agroflorestais (SAFs), piscicultura, apicultura, meliponicultura e diferentes cultivos agrícolas.
Maranhão reúne potencial produtivo e desafios sociais
Segundo a Embrapa, a nova estrutura busca atender às demandas de um estado que reúne elevado potencial agrícola e grande diversidade ambiental.
O Maranhão está localizado na transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, integra a Amazônia Legal e possui cerca de um terço de seu território inserido no Matopiba, considerada a principal fronteira agrícola do país. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios relacionados aos indicadores sociais e à pobreza rural.
A expectativa da Embrapa é que a nova sede fortaleça a geração de tecnologias voltadas tanto ao agronegócio quanto à agricultura familiar, promovendo inovação, sustentabilidade e agregação de valor às cadeias produtivas do estado.