DESENVOLVIDA PARA A REGIÃO SUL

Embrapa lança nova cultivar de uva branca sem semente

BRS Pérola promete facilitar manejo, reduzir custos operacionais e ampliar oportunidades de venda direta

Foto: Patrícia Ritschel/ Embrapa
Foto: Patrícia Ritschel/ Embrapa

A Embrapa apresenta aos produtores da região Sul nesta quinta-feira (19) a BRS Pérola, nova cultivar de uva branca sem sementes desenvolvida para o mercado de consumo in natura. A variedade chega como alternativa para ampliar as opções de uvas de mesa e atender à crescente demanda dos consumidores por frutas sem sementes.

Ensaios conduzidos na Serra Gaúcha e em áreas de Santa Catarina indicaram potencial produtivo de até 30 toneladas por hectare em sistema de cultivo protegido, com uso de cobertura plástica. A tecnologia é amplamente adotada na região para reduzir perdas causadas pelo excesso de chuvas e garantir maior regularidade na produção.

De acordo com a Embrapa, a BRS Pérola combina produtividade elevada e facilidade de manejo, fatores considerados decisivos para os viticultores. Os cachos apresentam menor compacidade, característica que reduz a necessidade de intervenções manuais e pode diminuir a demanda por mão de obra no campo.

A nova cultivar foi desenvolvida em um contexto de mudanças no perfil de consumo e no modelo de comercialização das uvas de mesa. O avanço do turismo rural e de sistemas de venda direta, como o “colha e pague”, tem incentivado produtores a diversificar o portfólio e investir em variedades diferenciadas.

Além do aspecto produtivo, a Embrapa destaca atributos visuais e sensoriais da fruta. As bagas possuem formato alongado, coloração clara e textura crocante, características associadas a variedades já consolidadas no mercado de uvas brancas sem sementes.

O lançamento oficial da BRS Pérola ocorre nesta quinta, durante evento voltado ao setor vitivinícola no Rio Grande do Sul. A expectativa é que a cultivar contribua para fortalecer o segmento de uvas de mesa na região Sul, ampliando oportunidades de renda aos produtores.

Segundo a instituição, a variedade foi desenvolvida especificamente para as condições climáticas do Sul do Brasil e não é indicada para regiões semiáridas.