Empresa de celulose confirma investimento de R$ 5 bilhões no Rio Grande do Sul

Presidente da empresa, Walter Lídio Nunes, comunicou projeto nesta quinta, dia 6, ao governador do Rio Grande do Sul, Tarso GenroPresidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, anunciou nesta quinta, dia 6, para o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, a aprovação do conselho de administração do grupo chileno CMPC para ampliar em mais de três vezes a capacidade de produção da unidade de Guaíba.

Em 29 de outubro, a empresa havia assinado protocolo de intenções com o governo do Estado, mas ainda faltava a aprovação final dos acionistas. Na época, Nunes afirmara que ainda não era possível dar a confirmação final, mas que pretendia “dar o presente de Natal antes”.

O projeto de ampliação da fábrica de celulose de Guaíba foi cancelado durante a crise de 2008/2009, quando a unidade ainda pertencia à Aracruz. Depois da fusão entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel para formar a Fibria, a instalação foi vendida ao grupo chileno. Além do plano de Guaíba, havia outras duas intenções de instalar no Estado grandes produtoras de celulose.

O objetivo da empresa é obter na região de até 60 quilômetros de Guaíba ao menos 80% do pessoal para construção. Um projeto de formação de mão de obra já foi iniciado, em parceria com o governo do Estado. Esse é um dos pontos do protocolo de intenções, além de infraestrutura – asfaltamento de trechos de estradas, reforço do policiamento na cidade – e benefícios tributários nas compras de equipamentos e serviços feitas de fornecedores gaúchos.

– Será o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul – descreveu Nunes.

Com a expansão, a unidade da fábrica, que produz 450 mil toneladas de celulose por ano, terá a capacidade de produção aumentada para 1,75 milhão ao ano.

A ampliação, com início previsto para o primeiro semestre de 2013, prevê a contratação de sete mil trabalhadores. Também devem ser criados 17 mil postos de trabalho indiretos.

Os investimentos gerarão R$ 102 milhões para o Estado durante a construção, devido ao recolhimento de ICMS. A partir do funcionamento pleno da fábrica, que deve ocorrer no início de 2015, o pagamento do imposto subirá para R$ 1,4 bilhão por ano aos cofres estaduais.

Estimativas do projeto

Valor do investimento: cerca de R$ 5 bilhões

Capacidade atual: 450 mil toneladas/ano

Ampliação: 1,3 milhão de toneladas/ano