TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Syngenta abre a plataforma Cropwise a desenvolvedores para fomentar agricultura digital

Syngenta anunciou durante a Agritechinica 2025, na Alemanha, a disponibilização da ferramenta Cropwise aos produtores e desenvolvedores

foto empresa Syngenta
Diretor global de Informação e Digital da Syngenta, Feroz Sheikh. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

Uma plataforma com inteligência artificial para agricultores que já acumula dados agrícolas em mais de 30 países, somando 74 milhões de hectares. Foi o que a Syngenta anunciou nesta segunda-feira (10), durante a Agritechinca 2025, em Hannover, na Alemanha.

Assim, aos produtores rurais e desenvolvedores terceirizados de todo o globo, a companhia “abriu” o Cropwise, ferramenta que opera há 25 anos e tem como objetivo acelerar a transformação digital da agricultura.

O diretor global de Informação e Digital da empresa, Feroz Sheikh, conta que a decisão permitirá que modelos agronômicos avançados possam ser incorporados em novas ferramentas e aplicativos, algo que ajudará agricultores a ter acesso a tecnologias mais inteligentes e conectadas. “Temos como meta chegar a 100 milhões de hectares digitalizados até 2030”, destaca.

Ainda que nenhum talhão seja igual ao outro, ter no bolso uma ferramenta em que é possível consultar os melhores fungicidas para doenças na lavoura ou recomendações de sementes adequadas ao clima com base em milhões de respostas ao longo de décadas de experimentação pode oferecer mais segurança aos homens e mulheres do campo.

Entre os focos estão as pequenas propriedades que, nos cálculos da empresa, somam 510 milhões em todo o mundo. Porém, no Brasil, o velho problema da conectividade continua como um entrave. Uma nova pesquisa da Ipsos, realizada em parceria com a Syngenta, constatou que a lacuna digital na agricultura global está aumentando, com as grandes fazendas avançando rapidamente na adoção de IA e ferramentas digitais, enquanto os pequenos correm o risco de ficar para trás.

“Os pequenos e os médios produtores devem ter as mesmas ferramentas que os grandes dispõem sem que seja preciso investir pesado na infraestrutura”, ressaltou.

*O jornalista viajou para a Alemanha a convite da DLG, organizadora da Agritechinica 2025