Empresários divulgam na Alemanha a Expodireto 2012

Missão brasileira visitou a Feira Agritechnica de HannoverUma missão brasileira visitou a Alemanha durante a Feira Agritechnica de Hannover. Os empresários foram divulgar a Expodireto Cotrijal, que acontece em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, no mês de março.

Cerca de 10 mil quilômetros separam o Brasil da Alemanha. Hannover é a capital da Baixa Saxônia, centro econômico e cultural do Estado. A cidade foi quase toda destruída por bombardeios aéreos em outubro de 1943 e ressurgiu das ruínas após a Segunda Guerra Mundial. Hoje, tem mais de 500 mil habitantes.

A Feira Agritechnica ocorre no parque de exposições de Hannover. O local é um dos maiores do mundo para a realização de eventos. A cada dois anos, a Agritechnica aumenta de tamanho, com mais espaço para receber expositores e visitantes.

O número de participantes foi recorde: 2,748 mil empresas de 48 países. O crescimento dos expositores chegou a 17% em relação à última edição.

– A Agritechnica, para a área internacional da Expodireto Cotrijal, é o benchmarking no qual nós nos miramos. Queremos, quando ficarmos mais fortes, atingir a quantidade de países, de importadores e empresas internacionais representadas na feira e levar para a Expodireto – aponta Evaldo Silva Júnior, da Via Marketing Brasil.

No primeiro dia em Hannover, o grupo foi recebido pelo presidente da Federação das Cooperativas Agrícolas da Polônia, Wladyslaw Serafim. Ele também é dono do Canal Rural polonês, que entrevistou os brasileiros.

Wladyslaw disse que esteve várias vezes na Expodireto e que costuma voltar justamente porque vê novas tecnologias e informações. Ele diz que tem visto o desenvolvimento e o crescimento dos fabricantes de máquinas agrícolas brasileiras e que os fabricantes europeus de maquinário agrícola têm que ficar preocupados com a entrada do maquinário brasileiro na Europa porque são de boa qualidade e tem muita competitividade.

Entre os integrantes do grupo, estava o advogado Ricardo de Oliveira Silva. Ele trabalha em um escritório que tem um segmento destinado só ao setor do agronegócio.

– O exportador brasileiro precisa ter a segurança para fazer um negócio bem feito, ele precisa de segurança jurídica. E nós também precisamos compreender bem como funcionam os mecanismos de troca estabelecidos por estes países, especialmente em uma feira de dimensões internacionais onde nós podemos agregar valor a este produto, estabelecer estas parcerias e estes contatos que são extremamente importantes – afirma.

O vice-presidente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, Flavio Lammel, também marcou presença na missão brasileira.

– Nossa carteira do agronegócio, ao longo dos últimos anos no banco, foi praticamente esquecida e nós voltamos agora com toda a atividade pro agronegócio. Nós queremos fazer com que o Banrisul seja uma referência do agricultor gaúcho, uma referência do agronegócio no Estado do Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina onde nós temos uma atividade importante – aponta.

Na Agritechnica, é impossível não se surpreender com as novidades. Mesmo para quem já visita a feira pela segunda vez, como o consultor da Cooperativa Cotrijal, de Não-Me-Toque, José Diel. Para ele, o que mais surpreende são máquinas diferentes, como a colhedora de batatas.

– É uma coisa simples, mas que na prática nós não conhecemos em Não-Me-Toque e região. Na feira é uma coisa muito natural e se visita em diversos estandes.

A festa de abertura da feira mostrou o otimismo diante da retomada do crescimento do setor agrícola na Europa. Segundo os organizadores, a demanda por matéria prima do agronegócio cresce cada vez mais no mundo inteiro e a agricultura representa o futuro. Os brasileiros assistiram a um espetáculo de bailarinos alemães. No palco, eles se transformaram em máquinas, a marca registrada da Agritechnica, o produto que mostra o poder e a força do campo.

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