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– Com isso, o pulmão que a indústria tem para cumprir contratos cairia de 5,5 meses de consumo para 3,8 meses de consumo em 2015. É bastante aceitável – disse Netto.
Com estoques menores, a indústria avalia que os preços pagos pela bebida podem se valorizar. Além da leve alta um pouco superior a 1% no consumo anual, a queda nos estoques virá da baixa no processamento da fruta no Brasil. A CitrusBR estima que 258 milhões de caixas serão processadas em 2014/2015 e que com um rendimento de 265 caixas de laranja por tonelada produzida, gerará um total de 973 mil toneladas FCOJ.
Segundo a entidade, a produção será insuficiente para suprir as 1,08 milhão de toneladas de suco previstas para serem exportadas no período pela indústria brasileira, o que ajudará na queda dos estoques.
Estudo mostra margem acima de 100% desde 2012 em suco de laranja
Um estudo apresentado pelo pesquisador, Hildo Meirelles de Souza Filho, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) mostra que a margem da indústria de suco de laranja entre a compra das frutas no mercado spot e a exportação do suco supera 100% nos últimos três anos. Segundo o levantamento, apresentado na Semana da Citricultura, em Cordeirópolis (SP), a margem variou entre 70% e 200% entre 2012 e no início de 2014, mas a média anual ficou em 128% em 2012, em 155% em 2013 e, no início de 2014, em 113%.
– Nesse período, houve uma queda de preço para produtor e do preço pago para a indústria. Como houve aumento das margens, boa parte da queda de preços da indústria foi repassado para o produtor – avaliou Souza Filho.
De janeiro de 2010 a abril de 2011, no entanto, a margem foi negativa com o avanço do preço no mercado spot, graças a escassez da fruta e à intervenção do governo no mercado. Em 2010, na média anual, a margem da indústria foi em -4%, ou seja, a indústria exportou o suco mais barato do que pagou pelo equivalente em fruta.