Expoflora mostra as novidades do mercado de flores em setembro

Setor cresce 10% ao ano no BrasilEm todos os finais de semana de setembro acontece a tradicional Expoflora, em Holambra (SP). O evento mostra para o público as novidades do mercado de flores e plantas e tenta estimular o consumo que ainda é baixo no país. Mesmo assim, o setor cresce 10% ano ano no Brasil.

O aumento da renda e o investimento em pesquisas que melhoram a qualidade e a durabilidade das plantas também para o crescimento deste mercado. Além disso, hoje em dia as flores chegam em lugares do país que antes não chegavam. Neste ano, o mercado brasileiro de flores deve movimentar quase R$ 5 bilhões.

– Grandes investimentos foram feitos na logística de distribuição. Os produtos chegam nos pontos mais distantes dos centros de distribuição com uma qualidade melhor, duram mais na casa do consumidor, que se sente recompensado por ter um produto melhor e passa a consumir mais flores e plantas para enfeitar a sua casa – explica Paulo Fernandes, da organização da Expoflora.

É bem provável que estes visitantes da Expoflora que saem da feira levando plantas para casa gastem mais do que a média nacional. Isso porque apesar de todo o crescimento do setor, o brasileiro ainda consome pouca flor, num gasto médio de R$ 23 por ano. Na Europa, o consumo per capita anual de flores ultrapassa R$ 140,00.

Para atrair os consumidores, o jeito é deixar o que já é belo, ainda mais interessante. A aposta para o ano que vem são as flores verdes e amarelas, para a decoração ficar no clima da copa do mundo. Algumas intervenções humanas nas flores impressionam, a rosa multicolorida importada, que lembra um arco-íris. Este é um setor que precisa de muita tecnologia que vem de fora. Com o dólar valorizado, os custos de produção ficam mais caros, o que deve ser sentido pelo consumidor.

– Muitos dos produtos tem a hibridação, ou seja o desenvolvimento lá fora. Alguns bulbos vêm de fora tabém. Isso repercute no preço interno. A gente tem sistemas para trazer produtos com preços mais atrativos, mas, infelizmente, não dá pra segurar. É um fator externo e quando o dólar tem alta isto acaba impactando o preço final aqui no Brasil também – diz o produtor Carlos Gouveia.

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