Exportação de sisal cai, mas aumenta renda de agricultores do Semiárido

Embarques da fibra diminuem 5% em relação ao ano anterior, porém valor obtido com as vendas é o maior desde 1980, somando US$ 124 milhões

Fonte: Sérgio Cobel/Embrapa

A produção de sisal em 2015 no Brasil, maior produtor e exportados mundial da fibra, foi estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 91,1 mil toneladas. O volume é 4,7% inferior às 95,4 mil toneladas de 2014, mas os preços subiram 30%, assegurando renda ao produtor.

Os preços médios anuais recebidos saltaram de R$ 2,37 o quilo em 2014 para R$ 3,08 em 2015. Com isso, foram beneficiados todos os agentes da cadeia produtiva do sisal, incentivando também as novas plantações e a melhoria do setor.

Em 2015, foram exportadas 66,2 mil toneladas do produto, 5% a menos que no ano anterior. Tal retração foi compensada por um aumento no valor FOB médio obtido, em dólares, e pela valorização cambial ocorrida no período. As exportações somaram US$ 124 milhões, 7% a mais que em 2014, o maior volume de divisas obtido desde 1980, início da série histórica.

O reflexo disso, segundo a Conab, é o ingresso de cerca de R$ 400 milhões no chamado Território do Sisal, composto por cerca de 140 municípios no Semiárido brasileiro. Para o técnico Ivo Naves, que produziu o relatório, os números são pequenos se relacionados com a magnitude da produção agrícola brasileira e das exportações agrícolas nacionais.

No entanto, segundo Naves, o resultado é de alta relevância socioeconômica e ambiental para os agricultores do Semiárido. para os que compõem no território do Sisal, , e que têm no sisal a maioria cultura geradora de empregos e renda da região e uma das únicas possíveis”, afirma.