De acordo com pesquisa da PriceWaterhouseCoopers, encomendada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), a expectativa era de uma variação estável (de -2% a 2%) no volume e uma redução ou desaceleração leve (de -2,1% a -6%) em dólares embarcados.
– O cenário, entretanto, foi de aumento, impulsionado principalmente pelos mercados asiáticos. Países como China, Indonésia, Filipinas e Coréia do Sul importaram cerca de US$ 130 milhões a mais que em 2010 – avalia o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke.
As exportações do Brasil para os países asiáticos foram as que mais cresceram. Somente a China rendeu US$ 16,51 bilhões em divisas ao país, segundo a Secex. Deste montante, US$ 380 milhões são provenientes do tabaco, colocando os chineses no primeiro lugar do ranking de importação do produto brasileiro.
Atualmente, 85% do tabaco produzido no Brasil é exportado. A União Europeia continua sendo o principal destino (40%), seguida pelo Extremo Oriente (28%), e da América do Norte e Leste Europeu, ambos com 10%.
– O Brasil lidera o ranking mundial de exportação desde 1993. Vamos continuar trabalhando para oferecer qualidade e integridade do produto aos nossos clientes. Além disso, é preciso dizer que o setor vem desenvolvendo cada vez mais as boas práticas agrícolas, no que se refere também à responsabilidade social e ambiental, aspectos que podem ser diferencial junto aos clientes – afirma Schünke.
Participação do tabaco no total das exportações
Santa Catarina – 9,9%
Rio Grande do Sul – 9,8%
Região Sul – 6,3%
Brasil – 1,15%
Países importadores de tabaco (acima de US$ 100 milhões)
1º China – US$ 380 milhões
2º Bélgica – US$ 359,6 milhões
3º EUA – US$ 276,8 milhões
4º Holanda – US$ 199 milhões
5º Rússia – US$ 190,5 milhões
6º Alemanha – US$ 168,7 milhões
7º Indonésia – US$ 134,9 milhões
8º Polônia – US$ 100,7 milhões
Principais mercados
União Europeia (US$ 1,18 bilhão)
Extremo Oriente (US$ 832,8 milhões)
América do Norte (US$ 288,4 milhões)
Leste Europeu (US$ 282,3 milhões)
África/Oriente Médio (US$ 195,2 milhões)
América Latina (US$ 156,7 milhões)
Fonte: Secex, 2011