Fábio Meirelles é reeleito presidente da Faesp

Em seu discurso, líder da entidade defendeu versão do Código Florestal aprovada pela Câmara dos DeputadosO presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio Meirelles, foi reeleito para o cargo nesta quinta, dia 15. A votação contou com a participação de 180 delegados representantes. A nova diretoria comandará a entidade por mais quatro anos. A Faesp congrega 237 sindicatos rurais, com 327 extensões de base, e está presente em 564 municípios, entre os 645 que compõem o Estado de São Paulo. Em discurso após o encerramento da votação, Meirelles defendeu a permane

– Com estabilidade e adequado nível de renda, desaparecerão os problemas de endividamento, os produtores investirão em tecnologia, gerarão empregos e produzirão alimentos mais baratos para o consumidor. Os produtores clamam por uma política agrícola de longo prazo que lhes garanta estabilidade de renda, sobretudo diante de conjuntura desfavorável dos mercados e adversidades climáticas, e que também incorpore instrumentos que balizem o desenvolvimento da agropecuária por mais de uma década, ou seja, que transcendam as medidas pontuais e de caráter anual constantes nos Planos de Safra – disse.

O presidente da entidade ressalta ser necessária a implantação de um projeto que atenda às expectativas de expansão de áreas como a agricultura energética. Além dos segmentos de grãos e pecuária, em consonância com o desenvolvimento sustentável.

Código Florestal

O discurso de Meirelles também abordou as discussões sobre a reforma do Código Florestal. Segundo ele, houve um embate forjado por ambientalistas entre a produção e o meio ambiente. E acrescentou que os produtores rurais são a favor da proteção ambiental.

– O produtor rural é por natureza conservacionista, por ter na terra e no meio rural a razão de sua subsistência. No nosso entender, a proposta original da Câmara é mais favorável aos produtores, enquanto os ajustes feitos no Senado limitaram as definições e a abrangência das medidas de regularização ambiental. A proposta não contempla todas as demandas e questões que afligem os produtores rurais. No entanto, representa um avanço em relação à legislação vigente que sofre de inúmeras deformações e vícios, penalizando sobremaneira os agricultores paulistas e brasileiros – destacou.