– Com estabilidade e adequado nível de renda, desaparecerão os problemas de endividamento, os produtores investirão em tecnologia, gerarão empregos e produzirão alimentos mais baratos para o consumidor. Os produtores clamam por uma política agrícola de longo prazo que lhes garanta estabilidade de renda, sobretudo diante de conjuntura desfavorável dos mercados e adversidades climáticas, e que também incorpore instrumentos que balizem o desenvolvimento da agropecuária por mais de uma década, ou seja, que transcendam as medidas pontuais e de caráter anual constantes nos Planos de Safra – disse.
O presidente da entidade ressalta ser necessária a implantação de um projeto que atenda às expectativas de expansão de áreas como a agricultura energética. Além dos segmentos de grãos e pecuária, em consonância com o desenvolvimento sustentável.
Código Florestal
O discurso de Meirelles também abordou as discussões sobre a reforma do Código Florestal. Segundo ele, houve um embate forjado por ambientalistas entre a produção e o meio ambiente. E acrescentou que os produtores rurais são a favor da proteção ambiental.
– O produtor rural é por natureza conservacionista, por ter na terra e no meio rural a razão de sua subsistência. No nosso entender, a proposta original da Câmara é mais favorável aos produtores, enquanto os ajustes feitos no Senado limitaram as definições e a abrangência das medidas de regularização ambiental. A proposta não contempla todas as demandas e questões que afligem os produtores rurais. No entanto, representa um avanço em relação à legislação vigente que sofre de inúmeras deformações e vícios, penalizando sobremaneira os agricultores paulistas e brasileiros – destacou.