Feijão preto está 20% mais caro no Rio Grande do Sul

Preço deve continuar no primeiro trimestre de 2014O feijão preto está 20% mais caro no Rio Grande do Sul. O grão acumulou alta em todo o ano passado, e o preço deve continuar elevado no primeiro trimestre de 2014. Animados, os produtores do Estado estão apostando na cultura como boa alternativa de renda.

Maquiné, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, produz, em média, três mil sacas de feijão a cada safra. Neste ano, a valorização do grão animou os produtores da região. José Antônio Mras plantou 100 quilos de sementes e vai colher 90 sacas.

– Melhorou a situação e também a produção. E o que facilita a colheita é que antigamente era mais manual para trilhar. Hoje em dia há as trilharia – diz Mras.

Os produtores estão recebendo, em média, R$ 2,17 pelo quilo do feijão semeado. De acordo com o gerente técnico da Emater no Rio Grande do Sul, o valor está acima da média histórica do produto no Estado, que era de R$ 80 a saca.

– A lavoura de feijão no Rio Grande do Sul já teve 250 mil hectares, uma área significativa no Estado. Hoje, ela reduziu bastante e está em torno de 55 mil hectares – afirma Dulphe Pinheiro Machado, gerente técnico da Emater.

A redução de área nas lavouras gaúchas de feijão foi um dos principais fatores que contribuíram para a elevação dos preços nas duas últimas safras. Dulphe afirma, porém, que neste ano já foi registrado movimento inverso. Houve aumento de 53 para 55 hectares, um avanço de 3,5%. O clima também contribuiu para elevação dos preços.

Os problemas climáticos do Rio Grande do Sul também foram observados nos demais Estados produtores do país, como destaca o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.

– O preço estava bastante abaixo do mercado, o produtor acabou migrando pra outras culturas. E o preço reagiu de forma violenta, chegando até a R$ 250. Hoje já está abaixo de R$ 100 – diz Geller.

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