A ênfase, este ano, será a realização de negócios, segundo informou à Agência Brasil o coordenador-geral do evento, Arnoldo de Campos, diretor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Será a terceira edição da Brasil Rural Contemporâneo a ocorrer no Rio de Janeiro. As outras cinco foram feitas em Brasília. No evento, que termina no domingo, dia 25, 40% dos expositores serão produtores orgânicos ou agroecológicos com certificação
– Serão 654 expositores de todos os Estados do Brasil, que vão trazer vários tipos de produtos, como alimentos, bebidas, artesanato e cosméticos – afirmou.
Em conjunto com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o ministério está criando pela primeira vez um espaço específico na Brasil Rural Contemporâneo para receber o setor privado, chamado Talentos do Brasil Rural.
– Nesse espaço, a gente vai receber empresas, entidades empresariais. Estamos mobilizando o setor supermercadista e o setor hoteleiro para fechar negócios – explicou Campos.
O MDA pretende atrair os segmentos de bares e restaurantes e empreendimentos da alta gastronomia para que conheçam os produtos diversificados das várias regiões brasileiras que serão apresentados.
– Hoje está muito forte esse movimento em torno da culinária brasileira, com ingredientes sustentáveis, regionais, típicos. Isso tudo vai estar presente lá – lembrou o coordenador do evento.
Ainda segundo ele, a feira visava, especialmente, apresentar a agricultura familiar para o público. Agora, porém, a proposta é trabalhar para que ela também seja uma feira de negócios, aproximando oferta e demanda, encurtando as cadeias produtivas.
– Estamos sentindo diversos setores demandando esse tipo de produtos, mas não têm o conhecimento de onde está essa oferta – explicou.
A Brasil Rural Contemporâneo pretende superar o volume de negócios de R$ 9 milhões da sua última edição no Rio, em 2009, alcançando agora R$ 15 milhões. A ideia é tornar a feira cada vez mais itinerante. Arnoldo de Campos adiantou, inclusive, que, no ano que vem, há grande chance de ela ser organizada em São Paulo, aproveitando o fato de a capital paulista ser o maior mercado consumidor do país.
Outra possibilidade em análise é promover o evento em cada cidade que sediará os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O assunto já começou a ser debatido com a Federação Internacional de Futebol (Fifa).
– Nós vamos lançar na feira uma campanha de consumo sustentável, valorizando produtos orgânicos brasileiros, da agricultura familiar, do comércio justo – completou Campos.