Feiras promovem venda direta entre produtores rurais e redes de supermercados

Por meio dos eventos, produtores conseguem mais facilmente contratos com o varejoA negociação direta entre produtores rurais e supermercados vem aumentando no país. Para as redes varejistas, a vantagem é conseguir acompanhar o processo de produção e a qualidade do produto. Prova do crescimento são as feiras especializadas no setor supermercadistas. A mais recente ocorreu nesta semana em São Paulo.

Representando uma cooperativa de seis mil produtores de café do sudoeste de Minas Gerais, o coordenador de vendas Dante Giubilei participou do evento para promover a marca Alto Paraíso. Com a venda direta, o produto conquistou espaço no mercado francês, onde permanece há quatro anos.

Para o empresário Abílio Diniz, a comercialização direta é uma tendência positiva, seja para quem produz, compra ou consome.

– Tem que ter um centro de distribuição e de recepção. Quando você faz isso, você facilita a vida do produtor. Fica muito fácil entregar. Para eles, é mais econômico, muito mais fácil – afirma.

Rafael Proença herdou dos pais a lavoura de tomate. Em cinco propriedades (quatro em municípios paulistas e uma no triângulo mineiro), são produzidas 24 milhões de toneladas do fruto, negociadas direto do campo com o cliente. Apenas do tipo mesa, há mais de três milhões de pés da planta.

Por meio da venda direta, o produtor conseguiu introduzir o fruto em um supermercado. Cerca de 90% de tomate comercializado na loja é proveniente das terras da família Proença.

– Eles estão buscando excessivamente parceiros com segurança que possam trazer um alimento saudável – explica o produtor.