Fetag critica vetos de Dilma ao texto do Código Florestal

Segundo o presidente da entidade, pequenas propriedades rurais mereciam atenção diferenciadaOs vetos da presidente Dilma Rousseff a 12 artigos do Código Florestal repercutiram nas principais entidades ligadas ao agronegócio no país. Na região Sul, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) criticou a decisão da presidente. Segundo a presidente da entidade, Elton Weber, as pequenas propriedades rurais mereciam uma atenção diferenciada, o que não ocorreu com o veto ao artigo que dava anistia para quem desmatou até 2008.

— Nós entendemos que quem deve ser anistiado é o pequeno agricultor, aquele que precisou da madeira para, eventualmente, recuperar uma construção, que precisou da madeira para o seu consumo da propriedade. Essa é uma situação. A outra é quando alguém exagera, derruba mato sem a devida autorização e, muitas vezes, em terra grilada — afirma Weber.

Outros representantes também comentaram os vetos da presidente. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o texto do Código não possui nada que venha a prejudicar o meio ambiente do país.

O diretor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), João Luiz Rodrigues Biscaia, diz que é preciso manter o trabalho no campo.

— É o sustentáculo do negócio. Nada funciona, nem transporte, nem comércio, sem agropecuária. É o sustentáculo da nação — diz Biscaia.

— O Código Florestal não é o código que nós queríamos, é o código possível no momento. Mas quem tinha o Código que nós tínhamos, em que 90% dos produtores rurais brasileiros não podiam se enquadrar nele, vai ser bom. É o programa ambiental mais debatido e discutido do mundo. Nós fomos duas vezes à Câmara Federal, nós fomos uma vez ao Senado e estamos no Palácio do Planalto com a presidente. Quer dizer, nada é mais debatido, nada é mais democrático — diz o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva.