— Nós entendemos que quem deve ser anistiado é o pequeno agricultor, aquele que precisou da madeira para, eventualmente, recuperar uma construção, que precisou da madeira para o seu consumo da propriedade. Essa é uma situação. A outra é quando alguém exagera, derruba mato sem a devida autorização e, muitas vezes, em terra grilada — afirma Weber.
Outros representantes também comentaram os vetos da presidente. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o texto do Código não possui nada que venha a prejudicar o meio ambiente do país.
O diretor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), João Luiz Rodrigues Biscaia, diz que é preciso manter o trabalho no campo.
— É o sustentáculo do negócio. Nada funciona, nem transporte, nem comércio, sem agropecuária. É o sustentáculo da nação — diz Biscaia.
— O Código Florestal não é o código que nós queríamos, é o código possível no momento. Mas quem tinha o Código que nós tínhamos, em que 90% dos produtores rurais brasileiros não podiam se enquadrar nele, vai ser bom. É o programa ambiental mais debatido e discutido do mundo. Nós fomos duas vezes à Câmara Federal, nós fomos uma vez ao Senado e estamos no Palácio do Planalto com a presidente. Quer dizer, nada é mais debatido, nada é mais democrático — diz o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva.