Frente Parlamentar da Agropecuária critica a definição de trabalho escravo descrita na PEC

Para os deputados, o texto abre margem para múltiplas interpretaçõesA PEC do Trabalho Escravo (PEC 57), aprovada no Senado na semana passada, foi discutida por parlamentares da Frente da Agropecuária nesta terça, dia 2. Para os deputados, o texto não define com clareza o conceito de trabalho escravo e abre margem para múltiplas interpretações. O projeto de emenda à Constituição prevê a expropriação de terras e imóveis em que for constatado esse regime de trabalho, seguindo a definição do Código Penal.• Câmara dos Deputados aprova PEC do Trabalho Escravo

– O texto do Código Penal dá margem à interpretação do que é o trabalho escravo. Cada fiscal e policial pode interpretar a seu modo. Por isso precisamos de duas coisas: mudar o texto do Código Penal e definir claramente o que é trabalho escravo, e também tirar aquela história de jornada excessiva e trabalho degradante. É preciso deixar essas questões mais claras para a PEC poder ser aplicada – diz o deputado Moreira Mendes.

Questão indígena

Os parlamentares falaram também sobre a expectativa da audiência publica marcada para essa quarta, dia 4, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e o atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho foram convocados para prestar esclarecimento sobre os conflitos de terra entre indígenas e produtores.

– Com a presença do ministro da Justiça e do Carvalho na nossa audiência pública, vamos poder debater os conflitos de proprietários e indígena, mas será um debate de alto nível e esclarecedor – salienta o deputado Paulo Feijó.

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