Governo autoriza pagamento de subvenção aos produtores de laranja para equalizar preços

Citricultores paulistas realizaram protesto na manhã desta quinta, dia 1º, em frente à sede do Ministério da Agricultura, em Brasília (DF)O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Gerardo Fontelles, afirmou nesta quinta, dia 1º, que o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, autorizou o pagamento da subvenção aos produtores de laranja, os quais participaram dos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para equalizar os preços e assegurar uma remuneração por um valor de referência.

A medida do governo veio depois que um grupo de citricultores paulistas realizou uma manifestação em frente ao Ministério da Agricultura, em Brasília, nesta manhã, protestando contra a falta de apoio federal ao setor. Além do pedido de pagamento da subvenção, os produtores reivindicaram o refinanciamento de dívidas e liberação de crédito para erradicação de pomares improdutivos.

Nesta manhã, eles participam da reunião da Câmara Setorial de Citricultura, do Ministério da Agricultura. O grupo é formado por cerca de 40 produtores que vieram de ônibus do polo citrícola de São Paulo. De acordo com eles, as dificuldades financeiras impediram muitos citricultores de se descolarem até a capital federal. 

O governo havia suspendido o pagamento da subvenção aos produtores depois de suspeitas de fraude nos leilões, realizados entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. Os produtores paulistas também serão recebidos às 15h desta quinta por Antônio Andrade. 

A Câmara de Citricultura discute o adiamento da medida que obriga dos fabricantes de néctares a aumentar o porcentual de suco, de 35% para 50%. A obrigatoriedade deveria entrar em vigor no fim deste mês mas, em reunião promovida pelo ministério, as indústrias conseguiram prorrogar o prazo por 30 meses. Outra questão a ser debatida na reunião é o veto da presidente Dilma Rousseff à inclusão do suco de laranja 100% puro na cesta básica, que implicaria desoneração do produto. 

Agência Estado