>> USP estuda uso de óleo de macaúba para a produção de biodiesel
Nos últimos anos, a possibilidade de utilização do óleo de macaúba no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), assim como na produção de outros biocombustíveis, na indústria de cosméticos e química, tem influenciado pesquisas a respeito do potencial de produção, variabilidade genética e disponibilidade de matéria prima.
– Nós queremos grandes extensões de plantações, queremos o cultivo da planta em várias regiões do Brasil. Por isso vamos discutir aqui quais os incentivos o governo federal pode dar para essa cultura – afirmou o ministro durante a abertura do evento, no dia 19.
O objetivo do Congresso, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e realizado em Patos de Minas, Minas Gerais, é detectar e discutir as políticas públicas para ajudar e incentivar o produtor a cultivar a macaúba, aumentando a produção.
O evento reuniu os segmentos da pesquisa, do setor produtivo agrícola e industrial, do governo e da academia, com o objetivo de discutir os avanços da pesquisa, das políticas públicas e elaborar um primeiro documento com orientações para o desenvolvimento da cultura.
A macaúba é uma espécie de palmeira que pode atingir 15 metros de altura com troncos de 20 a 30 centrímetros de diâmetro. Estudos realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mapearam algumas áreas de ocorrência natural de macaúba no cerrado, sendo a região do Alto Paranaíba, Minas Gerais, uma das áreas com maior ocorrência da espécie.
A planta possui grande potencial de uso, desde o caule até a semente, e é utilizada para fins alimentares, cosméticos e energéticos. A espécie é atribuída à produção de óleo com fins energéticos.