– O norte é nossa região mais diversificada, uma região de alta tecnologia de produção agrícola, grande produtora de café conilon, de fruticultura, maracujá, banana, coco e na área de especiarias com pimenta do reino, pimenta rosa, na área de criação de animais com produção de leite, com produção de carne, na avicultura, enfim uma região muito diversificada – afirmou o secretário estadual de Agricultura do Estado, Enio Bergoli.
A segunda edição da GranExpoNorte mobiliza 32 municípios e deve superar os R$ 50 milhões comercializados no ano passado. Entre tantos negócios e temas que devem ser realizados e discutidos, um deles tem tratamento especial: a produção de mamão em grande escala. A importância é tão grande para região, que dentro do próprio evento acontece a PapayaFest.
Não é a toa que a PapayaFest tem um destaque dentro da feira. O Espírito Santo é o segundo Estado que mais produz mamão no Brasil. E o primeiro que mais exporta: 60% da fruta comercializada para fora do país sai do Estado.
Em 2013, foram produzidas quase 500 mil toneladas da fruta em uma área total de 11 mil hectares. A exportação aumentou entre 10% e 15%.
O produtor rural Bruno Pessotti planta 50 hectares e colhe 80 mil quilos por semana. 30% tem como destino a Europa e os Estados Unidos. Ele tem o Global Gap, selo de qualidade que garante a exportação. O mercado interno também é exigente. Entre os clientes estão duas grandes redes de supermercados que vistoriam a propriedade a cada três meses.
– Hoje a maior exigência é a garantia de entregar o produto na mesa sempre saudável, ter as boas práticas de estar respeitando os limites de pulverização, tanto para a exportação como o mercado interno está igual. O mercado exige isso, se o mercado exige e paga por aquele produto chegar na mesa com aparência melhor, sabor melhor, então nós estamos aqui para fazer esta função – relata Pessotti.
O ciclo da planta dura 30 meses. Cada uma pode produzir em média 45 quilos.
– A colheita se inicia no 10º mês e se tudo ocorrer bem, se não tiver nenhum problema de virose, nenhum problema de águas torrenciais, você vai ter um período de 15 a 18 meses de colheita – declara Pessotti.
O setor tem pela frente dois grandes desafios que serão discutidos na feira. Um deles é o combate ao vírus chamado mosaico que afeta as plantações e o outro é a abertura de novos mercados para o mamão papaya brasileiro.
– Entre eles alguns mercados que já temos em menores quantidades, como Emirados Árabes, Arábia Saudita e também o mercado novo, o mercado japonês, mercados novos. Queremos expandir a papaya brasileira além dos Estados Unidos e Europa. Há espaço, com certeza, e qualidade – diz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Abrapex), Rodrigo Martins.
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