A categoria reivindica a reestruturação de carreiras, reposição salarial de 22%, novas contratações por concurso público e melhoria das condições de trabalho.
Dirigente da confederação, Reginaldo Marcos Aguiar informou que, até a próxima terça, dia 26, outras superintendências também devem aderir à paralisação.
– As assembleias ainda estão acontecendo nos estados. Nossa expectativa é fazer a greve chegar a 70% ou até 90% dos locais de trabalho na próxima semana. Hoje, a greve já atinge regiões que concentram mais da metade dos assentados no país.
De acordo com a Associação dos Servidores do Incra no Paraná (Assincra-PR), a adesão à greve no estado chega a 40%. Dos 150 servidores do Incra no Paraná, 60 estão parados. Os trabalhadores permanecem em vigília diante da sede estadual do órgão, em Curitiba.
– Estamos fazendo contatos com parlamentares e planejando algumas manifestações públicas, que não fizemos até agora em razão da chuva – informou João Wagner Silva, diretor da associação.
Entre os serviços do Incra que devem ser afetados pela greve estão a regularização fundiária, a certificação de imóveis rurais, o acesso a crédito, a atualização cadastral de propriedades e os pedidos de aposentadoria de trabalhadores rurais.
De 1985 a 2011, o quadro de pessoal do Incra foi reduzido de 9 mil para 5,7 mil trabalhadores. No mesmo período, o total de famílias assentadas atendidas pelo órgão subiu de 117 mil para cerca de 1 milhão. Pelo menos 2 mil servidores do Incra estarão em condições de se aposentar até 2014, o que aumentará o déficit de pessoal do órgão.
A categoria reclama ainda de distorções salariais em relação aos servidores de outros órgãos públicos. A última greve do Incra, ocorrida em 2010, durou até dois meses em alguns estados.