AGRICULTURA

IBGE projeta safra recorde de soja em 2026 e queda em algodão, arroz, milho, feijão e trigo

Levantamento de maio estima produção total de 350,4 milhões de toneladas, com avanço de 1,2% sobre 2025

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Imagem criada por inteligência artificial

O Brasil deve colher um novo recorde de soja em 2026, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção da oleaginosa foi estimada em 174,6 milhões de toneladas, alta de 5,1% em relação a 2025. No mesmo levantamento, o órgão também prevê recuo nas colheitas de algodão, arroz, milho, feijão e trigo.

De acordo com o IBGE, a safra agrícola brasileira de 2026 deve totalizar 350,4 milhões de toneladas, volume 1,2% superior ao de 2025. Na comparação anual, isso representa acréscimo de 4,3 milhões de toneladas. Em relação ao levantamento de abril, a estimativa subiu 0,5%, com aumento de 1,7 milhão de toneladas.

A soja concentra o principal avanço entre os produtos acompanhados. Em nota, o técnico da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Barradas, afirmou que os produtores vêm ampliando as áreas de plantio e investindo mais na cultura, que hoje responde por quase 50% da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas. Segundo ele, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento das lavouras e contribuíram para o ganho de produtividade.

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O levantamento também aponta novos picos históricos para o sorgo e o café canephora. A produção de sorgo foi estimada em 5,6 milhões de toneladas, alta de 3,9% frente a 2025. No café, somadas as espécies arábica e canephora, a estimativa é de 4 milhões de toneladas, crescimento de 16,0%. Desse total, 2,7 milhões de toneladas correspondem ao café arábica e 1,3 milhão de toneladas ao café canephora, também chamado de robusta ou conilon.

Entre os produtos com queda prevista, o IBGE projeta recuo de 8,1% no algodão, 11,4% no arroz, 1,7% no milho, 7,8% no trigo e 5,8% no feijão. No milho, o levantamento mostra comportamento distinto entre as safras: a primeira safra deve crescer 15,8%, enquanto a segunda safra tem previsão de redução de 5,5%.

Sobre o feijão, Barradas informou que a produção está "apertada" para atender ao consumo interno brasileiro. Segundo o técnico, pode haver necessidade de importação de pequenas quantidades do produto. O material divulgado não detalha os volumes eventualmente importados nem informa quais origens poderiam suprir essa demanda.

Os dados do IBGE indicam expansão da safra total em 2026, com a soja como principal destaque em volume. Ao mesmo tempo, o levantamento registra redução prevista em culturas relevantes para o abastecimento interno. O material divulgado não informa impactos regionais detalhados nem estimativas de preços para os produtos acompanhados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.