No estudo, da Fundação Getúlio Vargas, os impactos foram estimados sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em relação às tarifas de ônibus e à cesta básica, e consideraram a evolução do atual teor de mistura de biodiesel ao diesel, que é de 5%, para patamares de 6% e 7%. As análises estão disponíveis no site da Abiove, na seção “Estudos e Publicações”.
A minuta da medida provisória que vai determinar o incremento da mistura dos atuais 5% para 6% está no Palácio do Planalto há três meses e tem o aval do Ministério de Minas e Energia, mas, segundo a Abiove, não deve mais sair até o fim do ano e nem tem prazo para ser publicada em 2014.
Comerciantes
Os comerciantes de biodiesel cobram do governo mais tempo para se preparar para o aumento do combustível renovável misturado ao diesel. O setor acredita que a adição será elevada dos atuais 5% para 7% em 2014, mas pede que a mudança seja gradual: primeiro, para 6% no ano que vem, chegando a 7% em 2015. O tema está em discussão no novo marco regulatório do biodiesel.
– As empresas precisam de um prazo para adaptação de seus dosadores, mudanças para medidores, adaptação de logística para armazenagem de produtos, entrega de produtos, disponibilidade de caminhões – disse o diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Jorge Luiz Oliveira.
Um dos principais produtos de biodiesel no país, o etanol hidratado liderou as vendas de combustível em 2013, com crescimento de 7,5%. A redução de impostos e a expansão da oferta, favorecida pelas condições climáticas, aumentaram a competitividade do produto em relação à gasolina. Levantamento do Sindicom mostra que lideram a produção os Estados de São Paulo e Mato Grosso.
O aumento do percentual de biodiesel adicionado ao diesel não exige adaptações nos veículos, que devem vir com garantia de fábrica para operar com a mistura.